Céu azul na despedida de Washington DC
Janeiro 19th, 2004 by Luciana MisuraQuando vi o céu de manhã nem acreditei: no nosso último dia na cidade, um solzão e céu azul nos esperavam. Claro, o frio também. Quem mora em lugar frio sabe que os dias mais bonitos de sol e céu azul no inverno são sempre os mais frios. Desta vez não foi diferente, e um vendaval (literalmente) nos empurrou pela cidade.
Aproveitamos para ir até o topo do Washington Monument, de onde se tem a melhor vista da cidade, como vocês podem ver pelas fotos. Minha única reclamação: o vidro das janelas estava super embaçado e sujo, para fazer essas fotos ficarem decentes foi um trabalhão enorme. Mas tudo bem, vale a pena, e vocês podem ver como a cidade é baixa, com prédios neoclássicos, um aterro enorme onde fica o The Mall, o rio Potomac e suas pontes. Não acham que é uma cidade americana com uma alma européia?
Saímos de lá com muita má vontade, porque isso significava encarar novamente o vento. Para vocês verem que não estava brincadeira, olhem essa foto minha com o cachecol enrolado na cara e o capuz do casaco por cima do chapéu, que era para não entrar nenhum ventinho pelo pescoço e orelhas mesmo. De lá fomos até Capitol Hill, um morrinho onde ficam o Capitol, a Biblioteca do Congresso e a Suprema Corte. Estava tudo fechado e só demos a volta em torno do prédio da Biblioteca e voltamos correndo para o quentinho do metrô.
Decididos a não colocar mais o pezinho do lado de fora, fomos para a Union Station, que é uma estação de trem e metrô construída em 1907 e que tem nada menos do que 32 quilos de ouro espalhados na decoração do teto. O lugar foi restaurado há alguns anos e virou uma mistura de estação e shopping center, com restaurantes, cinemas, mercado e muitas lojas. Aproveitamos e almoçamos por lá mesmo, antes de pegar a estrada.
E sem encarar novamente o vento e frio, voltamos dali mesmo para o hotel, para pegar o carro e voltar para casa. A viagem de volta foi bem melhor, já que durante o dia pudemos apreciar a paisagem que mal notamos durante a noite quando chegamos. E consegui tirar a foto do local na estrada onde se avista a cidade pela primeira vez. Não tão bela quanto teria sido a foto que eu e Gabe só temos na nossa memória: o obelisco iluminado à noite e ao seu lado uma lua minguante gigantesca, parecendo o sorriso do gato da Alice - era um sorriso de boas-vindas.













































