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Posts Tagged ‘Notre Dame’

Paris com chuva

April 3rd, 2011 by Luciana Misura

Depois de um dia bonito de sol e relativamente quente, o domingo amanheceu com chuva e frio. Fomos andando na direção da Sainte Chapelle, que era a nossa primeira parada do dia mas a fila estava gigante e desistimos. Continuamos então em direção ao Centre Pompidou, que é o museu de arte moderna. A garoa fina não impediu que a Julia quisesse apreciar a fonte Stravinsky, com suas esculturas e instalações coloridas e estranhas. Ela não queria sair dali de jeito nenhum, e foi difícil convencê-la de que tínhamos que entrar no museu.

Como era o primeiro domingo do mês, a entrada foi gratuita e demos a maior sorte que chegamos antes do museu encher – quando saímos a fila pra entrar dava voltas. Fomos direto pro último piso, para uma exposição bacana do artista Jean-Michel Othoniel, que a Julia adorou (essa menina gosta de um museu de arte moderna e suspeito que outras crianças devem gostar muito mais de instalações de arte moderna do que das pinturas, por causa da interatividade, pelo menos é o caso dela). Muitos Picassos, Braques, Kandinskys depois, resolvemos ir pra Notre Dame.






Entramos na Notre Dame e não acreditei na nossa sorte: estava rolando uma missa, e bem na hora que a gente entrou, o órgão de tubos estava tocando. Foi muito legal entrar nessa igreja imponente com o som do órgão, foi um desses momentos mágicos, pena que acabou logo. Sempre fico impressionada com os vitrais incríveis e com a iluminação da Notre Dame, as centenas de velas acesas, parece que você está entrando em uma outra era.






De lá fomos caminhando para a Île Saint Louis, rumo a Berthillon, considerado por muita gente o melhor sorvete de Paris (e até da França). Antes paramos para almoçar galettes na creperia Au Lys D’Argent. Foi uma ótima surpresa, estava tudo bem gostoso, galettes são crepes feitos de trigo integral. Eu pedi uma de salmão e tinha ovo, o ovo veio mole por cima e como eu não podia comer acabei trocando com o meu pai que tinha pedido uma galette com presunto, tomates e queijo que estava bem gostosa também (mas fiquei na vontade de comer a de salmão, humpf!). Depois do almoço (que sempre leva horas porque o serviço é sempre lento, nem adianta se estressar), finalmente fomos tomar o sorvete na Berthillon. Eu tomei um de avelã que estava divino, todo mundo gostou muito do sorvete (mas o sorvete da Amorino é tão bom quanto, na minha opinião).

Nos despedimos do meu primo que ia pegar o trem pra voltar pra cidade onde ele mora e depois aproveitamos para explorar as lojinhas que ainda estavam abertas na Rue Saint Louis en l’Ile. Ao lado da Berthillon, bem na esquina, tinha uma loja de coisinhas de decoração, souvenirs e afins linda de morrer chamada Eva Baz’Art. Depois de andar o dia inteirinho perguntando em cada loja da cidade se eles vendiam guarda-chuvas para crianças, justamente essa loja tinha os guarda-chuvas pra criança mais lindos que eu já vi! Julia escolheu um toda contente, desde de manhã ela estava pedindo um “guarda-chuva pequenininho” pra ela, e ficou felicíssima quando ganhou o seu primeiro guarda-chuva! Detalhe: não estava chovendo mais, logicamente. Continuamos andando mas a maioria das lojas já tinha fechado: a Pylones, sempre bacana com objetos para casa coloridíssimos; uma loja de marionetes, Clair de Rêve, que parecia bem interessante. Uma loja de doces em estilo super antigo, parecia saída de um livro infantil, La Cure Gourmande. A Oliviers & Co, com uma variedade enorme de azeites. Até uma loja do designer brasileiro Carlos Sobral com suas jóias coloridas está por ali. Enfim, essa ruazinha estreita é um oásis de lojinhas interessantes.





Caminhamos então de volta para a Notre Dame, entramos pelo jardim atrás da igreja, tem um parquinho pra crianças ali e as flores estavam lindíssimas. O jardim lateral, entre a Notre Dame e o rio estava um espetáculo de tulipas e cerejeiras em flor. Fomos a pé então em direção ao apartamento, que já estava ficando tarde, procurando um lugar pra um lanche. Estávamos sem muita fome porque almoçamos depois das 5 da tarde, acabamos em outra creperia perto do apartamento mas só comemos salada mesmo, tomei um chá, e pronto. Julia já estava dormindo no carrinho, claro que acordou quando entramos no apartamento dizendo que estava com fome ;-) Nessas horas que é bom estar num apartamento com cozinha e comida na geladeira! Fomos dormir torcendo pro tempo melhorar, mas a previsão não era animadora.







Chegando em Paris

March 31st, 2011 by Luciana Misura

Chegamos de manhã cedo em Paris, por volta de 8h. Pra gente ainda eram 2h da madrugada, então estávamos todos destruídos. A imigração foi tranquilíssima, nem pediram o seguro-saúde pros meus pais, o cara carimbou todos os passaportes e pronto, mal olhou pra nossa cara. Pegamos as malas e fomos pegar um táxi (contra a minha vontade, porque eu queria ter pego o RER que deixaria a gente na porta do apartamento). 1h30 de engarrafamento e muitos euros depois (e um taxista de família portuguesa), chegamos no apartamento, que fica no Boulevard Saint-Michel, pertinho do Jardim de Luxemburgo. O prédio é um charme, tem uma escadaria principal linda de madeira com vitrais e uma escada secundária que dá na cozinha (e onde fica um micro-elevador, suficiente pra subir as malas). O dono estava lá nos esperando, como combinado, e nos deu um tour rápido explicando o funcionamento de alguns dos eletrônicos e eletrodomésticos. O apartamento é uma graça, igual as fotos do site da agência mesmo, mas tudo que a gente queria era que ele fosse embora logo pra gente poder dormir! Capotamos até umas 4 da tarde mais ou menos, acordamos todos morrendo de fome e nos arrumamos pra procurar um supermercado e um restaurante pra jantar.


O finalzinho do dia estava nublado, um friozinho, ameaçando chuva. Primeiro fomos no mercadinho local, menos de um quarteirão de distância, no Boulevard Saint Michel mesmo. Nos divertimos olhando todas os produtos diferentes, principalmente os queijos, chás e pães, compramos o que precisávamos pra tomar café da manhã nos próximos dias e deixamos tudo no apartamento. Depois andamos na direção do rio até o Au Petit Suisse que era ali pertinho e tinha sido recomendado. Pequenininho, a nossa mesa era micro e toda vez que alguém abria a porta entrava um ventinho frio, a gente nem tirou os casacos. Um garçom simpático (milagre?) nos atendeu, o serviço foi lento como sempre mas pelo menos o cara foi simpático. Logo ofereceu opções para a Julia de coisas que não estavam no menu, escolhemos os pratos e bebidas (como sempre as bebidas são caríssimas em comparação a comida, e em tamanhos micro) – eu fui de Confit de Canard, que amo, e estava delicioso, o pato soltando do osso, muito saboroso.

Depois do jantar fomos andando pelo Boulevard Saint-Michel até a margem do Sena e de lá um quarteirão até a Notre Dame, que estava lindamente iluminada. Na volta vimos a muvuca na Rue da La Huchette (última foto), cheia de restaurantes, bares e lojinhas populares com os turistas, mas não tivemos ânimo para explorar nada. Paramos pra comer uma sobremesa no Le Luxembourg Café já perto do Jardim de Luxemburgo, eu fui de crepe de nutella que estava bom como sempre mas recomendo deixar pra comer esse crepe em barraquinhas na rua que tem o mesmo gosto e sai mais barato ;-) A essa altura Julia já estava dormindo no carrinho, Gabe caindo de sono e todos nós cansados, voltamos pro apartamento prontos pra dormir de novo, depois desse “reconhecimento” da nossa vizinhança.



E 11 anos depois da minha última visita, Paris continua linda ;-)