Passamos o dia com a Stefania e o Leo, fizemos um mega-tour da região com eles: começamos almoçando em Dearborn, batemos de cara nas lojas de carros fechadas na Michigan Avenue (não sabíamos a que horas fechavam) e continuamos passeando por Ferndale, Royal Oak, Huntington Woods, Berkley, Birmingham, Troy (parada no Sommerset Mall), Cranbrook (babando nas super casas), e back to Detroit, passando por Indian Village (distrito histórico) e fechando a noite em Mexican Village para jantar. Só deixamos Stefania e Leo em casa depois das 10 da noite, hehe. Pelo menos deu para apresentar uma boa parte dos suburbs de Detroit para eles, que estavam “presos” em Detroit porque estão sem carro (lembram que eu já escrevi um post por aqui falando que transporte público nessa área é praticamente inexistente? Pois é, eles podem confirmar…).
A parte engraçada e que deu o título a este post foi o episódio na Gap. Estávamos a procura de uma calça jeans, eu experimentei duas e estava na maior indecisão. Finalmente depois de experimentar duas vezes cada calça, me decidi pela que estava em liquidação e fui colocar a outra calça de volta no lugar. Vi que tinha um vendedor arrumando a prateleira de calças e fui até ele para devolver a calça, já que ele estava arrumando a prateleira mesmo. Pois o vendedor ficou tão agradecido que eu fiz isso que me levou no caixa na mesma hora e me deu o desconto que os vendedores podem dar para seus amigos e familiares + um cupom de 10% de desconto pra eu usar na próxima vez que comprar na Gap! Ele disse que a maioria das pessoas larga as roupas que não querem pelo chão ou dentro dos provadores mesmo e que eles tem que ficar catando tudo depois; e por eu ter sido tão nice de entregar a calça na mão dele, ele me ofereceu o desconto. A calça que já estava barata na liquidação acabou saindo por 17 dólares!
Nossa, q legal…seria tão bom se tds as pessoas fossem educadas umas com as outras, acho que a gente viveria nummundo mais feliz. Acho que de certa forma ser educado com alguém, alegra e aumenta auto estima do msm, a pessoa se sente bem consigo msm, fica mais feliz, trabalha melhor. Eu fico imaginado a reação do vendendor ao notar seu gesto…mt legal da sua parte. Infelizmente nem tds as pessoas são assim, e educação é uma “herança ensinada e passada” pelos nossos pais (nossa, essa frase saiu ridicula, mas acho q deu pra entender o q eu quis dizer).
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Foi choque de cultura. Aqui no Brasil se não devolver, deixando no chão ou no provador , vão achar que estamos querendo roubar. Como o vendedor não sabia disso ou não está acostumado. Por outro lado, ele deixou a Luciana também surpresa com a atitude dele.
Que coisa interessante… a educação está ficando tão rara, que as pessoas acabam por nos presentar por uma ação que deveria ser normal!
Mesmo assim… parábens…pelo desconto e pela atitude!
He, he, he, que bom, hein, Luciana? Educaçao tem se tornado coisa rara mesmo. Uma pena !
Pois eh, Lu..aprendemos uma licao e tanto…ser educado nuuunca eh demais!!! e vale bem a pena!! 🙂
Eu também acho que foi choque cultural, já que no Brasil eu vejo as pessoas devolvendo as roupas direitinho para os vendedores 🙂 Não acho que seja porque os vendedores vão achar que a pessoa roubou não, nem tinha pensado nisso nunca, acho que é por educalção mesmo. Mas não deixo de achar um absurdo que o pessoal aqui jogue as roupas no chão dos provadores…um pouquinho de boa vontade não faz mal a ninguém né?
Concordo que é errado ou falta de educação. Coloquei mal minhas palavras. Eu não quis dizer que pensam que estamos querendo roubar. Foi a forma em que achei fazer algum sentido explicar uma atitude que é feita automaticamente.
Mais a partir do momento que vc viu que ia ajudar o vendedor , passou a ser educação. Relendo o texto vi que vc tinha uma atitude programada , e saiu do programa.
Pega um exemplo. Fica dentro de uma padaria do Brasil e observa quantas pessoas dizem obrigado. Quando alguem diz obrigado, o(a) balconista fica até surpreso(a) .
Sempre achei o brasileiro muito mal educado, mas depois de uma volta pela Europa, percebi que não éramos tão ruins assim. Meu maior susto foi numa ida a uma lanchonete em Barcelona, onde havia uma quantidade ENORME de copos, pratos, caixas e restos jogados por todos os cantos, em cima e em baixo de mesas e balcões. Me senti um ET, jogando os restos da minha bandeija no lixo. Não sei se foi uma circunstância atípica, mas que chocou, chocou!
A nossa auto crítica é sempre muito dura, mas depois dessa viajem, percebi que os nossos problemas e vícios não são brasileiros, mas do ser humano e que nós não somos nem de longe a escória da humanidade, assim como não somos a nata. Tá bom, talvez no âmbito da política estejamos um pouco mais perto…
Luciana,
também notei a surpresa de alguns vendedores com o mesmo gesto educado (que para mim deveria ser considerado normal) que faço as vezes em devolver as coisas para o seu devido lugar nas lojas. Aprendi isso com minha mãe, nnao importa o quanto você tenha que andar na loja para colocar as coisa no lugar, faça. Sinto-me mal em deixar as uma calça na pilha de camisas. Tenho sempre a impressão de que estou fazendo uma coisa muito errada. Sentimento de culpa, culpa de minha mãe.
Marcus: acho engraçado, mas depois da minha única ida pro exterior (Austrália), minha opinião foi totalmente diferente. Voltei pra cá me sentindo um verdadeiro viking, um bárbaro de uma terra sem o mínimo senso de cidadania ou educação.
Lógico que isso deve variar de lugar pra lugar lá assim como varia de lugar pra lugar aqui (por exemplo: sou de São Paulo, e uma vez fui num Bob’s no RJ onde absolutamente ninguém levava sua bandeja pro lixo, enquanto que aqui é totalmente o contrário), mas ainda assim, foi um choque tremendo.
Legal. Mas cuidado: em biblioteca, é o contrário; eles pedem que a gente NÃO coloque de volta. Eu pensava que fosse por causa do pavor de os livros irem parar no lugar errado (porque sempre vão mesmo; as pessoas são voluntariamente retardadas e acham que “é tudo igual, tanto faz” apesar da “educação” desobediente, e depois ninguém encontra mais), mas não é só isso! Eu, que punha de volta REALMENTE no lugar CERTO, muitas vezes corrigindo quando encontrava livro no lugar errado, descobri: o pessoal da biblioteca faz estatística dos livros que são pesquisados, e a chance que têm de fazer isso é quando os recolhem. Então, é pra deixar sobre a mesa mesmo.
Valeu. 🙂