Chegando em Johannesburgo
Outubro 18th, 2004 by Luciana MisuraSaímos de Michigan no domingo as 7h da manhã para uma verdadeira maratona aérea até a África do Sul. Primeiro, Detroit - Atlanta, um vôo de 2 horas. De Atlanta para Johannesburgo é que a gente nota como é longe: 8 horas de viagem até a Ilha do Sal, em Cabo Verde, onde o avião pousa para trocar a tripulação, limpar os banheiros e carregar mais comida. De lá, mais 8 horas e meia até Johannesburgo. A sensação é que você já viajou muito para chegar até lá mas na verdade só está na metade do caminho. Viajamos com a South African Airways, gostei bastante do avião (um Airbus 340-600 novinho com telinhas individuais de vídeo on demand) e da tripulação, só não gostei muito da comida, mas também não dá para esperar muito de comida de avião.
Chegamos na segunda de manhã, por causa do fuso horário: 6 horas a mais. Depois de passar pela imigração, pegar malas, trocar dinheiro, encontrar o guia, etc etc, só chegamos ao hotel em Sandton City (uma cidade moderna ao norte de Johannesburgo, o mais centro de negócios do continente atualmente, segundo os locais) lá pelas 11 horas. A diferença imediata: eles dirigem do lado esquerdo da rua, foi muito estranho sentar no banco do passageiro do lado esquerdo no carro. Em comum com o Brasil, os ambulantes vendendo de tudo no sinal - refrigerantes, carregadores de celular, jornais ou limpando pára-brisa. O dia estava bonito, temperatura agradável e muitos jacarandás em flor enfeitavam a cidade. Obviamente estávamos cansados, mas se ficássemos no hotel dormindo, íamos perder o único dia na cidade, já que era apenas a nossa parada a caminho do Kruger Park. Decidimos então colocar o cansaço de lado e sair para um tour. Foi só o tempo de tomar um banho para ‘acordar’ e tivemos que escolher entre um city tour de Johannesburgo e Soweto (que é a mais famosa cidade negra dos tempos do apartheid) ou uma visita ao Lion Park. Como eu já sabia que a única oportunidade de ver os filhotes de leão era essa, decidimos pelo Lion Park.
O parque é bem simples, tem aproximadamente 80 leões de diferentes idades e divididos em campos cercados. Tem também um campo para hienas e um para as cheetahs (reparem em uma das fotos como a cheetah está bem escondidinha entre a vegetação - só a vimos muito tempo depois de termos parado a van em frente a cerca), além de uma área enorme com vários tipos de gazelas (como o Springbok da foto), aves, pequenos roedores e zebras. Nos campos com os leões, muitos filhotes sendo devidamente cuidados pelas mamães leoas, uma graça. Ficamos impressionados com os dois funcionários do parque que cuidam dos leões: eles estavam sentados em um tronco de árvore em um dos campos, e chamaram uma das leoas como se fosse uma gatinha de estimação. Para nossa surpresa, ela imediatamente levantou, atravessou a rua e foi lá fazer festa e ganhar um carinho. Logo depois foi a vez do leão virar de barriga para cima e ganhar um carinho também. Pareciam uns gatinhos!
O final da visita é no cercado com os filhotes de leão - eram 9. A funcionária do parque que cuida dos filhotes estava explicando que eles foram rejeitados pelas mães, ou estavam doentes, ou eram os mais fracos da ninhada e então foram transferidos para essa área, para quando estiverem maiores e mais fortes, retornarem ao campo com os outros leões. O menorzinho, de apenas dois meses, era o mais curioso e se comportava como um gatinho: se esfregando nas pernas da treinadora e de quem estava dentro da jaula, brincando de morder, rolando no chão e treinando uns ‘miados’ hilários. Quando chegamos eles estavam todos dormindo, e lá pelas 16h30 começaram a acordar e brincar. Fofos demais.
Voltamos para Sandton lá pelas 18h e fomos jantar no Bull Run, que é uma steakhouse que foi recomendada por um amigo de trabalho do Gabe que morou 6 meses na cidade. Comi um carpaccio de springbok defumado (que aparece na foto) e um bife com pimenta moída que estava tão forte que o Gabe acabou comendo, e eu fiquei com o filet mignon que ele tinha pedido com molho de cogumelos. Boa carne, e com vários molhinhos interessantes, incluindo um com peri-peri, uma pimenta gostosa que experimentei em Lisboa há alguns anos. Nem precisa dizer que terminamos de jantar caindo de sono e antes das 21h já estávamos dormindo…


















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Outubro 30th, 2004 at 2:17 pm
Que viagem hein, Lu!
Que bacana! Nao ensei que vcs tivesse interesse nesse trajeto
Como a Africa do Sul fica bem no caminho entre Perth (onde eu moro) e o Rio, ja’ estive ai’ varias vezes, inclusive ja’ me hospedei em Sandton City, um dos melhores bairros de Jo’ burg
So’ q eu fiquei no Holiday Inn, e pelo q vc diz, deve ter ficado no outro, um maior e mais caro, bem no mall.
Agora ta’ tarde aqui, amanha volto pra ver mais fotos
Beijos
:**
ps: Vc esta’ linda nessa foto!!!!!!
Abril 20th, 2006 at 10:56 pm
Ola lu adorei sua viagem, sabe! meu maior é visitar esse Pais, conheçe-lo de ponta a ponta, suas fotos estao lindas, que sorte a sua, espero um dia poder ir tbm. Bjssssss
Fica com Deus!!!!!!
Amei
Maio 29th, 2006 at 7:43 am
Belo Horizonte, 29 de maio de 2006.
Prezada Luciana,
O CEFOR - Centro de Formação de Professores da PUC Minas, compõe a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica, um projeto da Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação e Cultura e Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Este projeto tem por objetivo promover programas de formação continuada para professores de escolas públicas de diferentes regiões do Brasil, em diferentes áreas do conhecimento e funciona da seguinte forma: o MEC financia a produção de materiais, que são elaborados pelos centros de formação e reproduzidos mediante convênios estabelecidos entre os centros e os sistemas públicos de ensino. Portanto, não há uma tiragem inicial estipulada desses materiais, uma vez que as cópias reproduzidas dependem dos convênios firmados com as secretarias estaduais e municipais de educação. De toda forma, trata-se de um projeto sem fins lucrativos, que visa oferecer programas de formação com baixos custos para os sistemas públicos de ensino, que arcam apenas com os custos de operacionalização dos cursos.
O CEFOR PUC Minas atua especificamente na área de Ciências Humanas e Sociais e privilegiadamente na modalidade EaD (Educação à Distância). Neste momento, estamos elaborando um curso intitulado “Ensino de História e Cultura afro-brasileira e Africana”, o qual contará com os seguintes materiais: um livro-texto, um vídeo e um CD Rom. É neste último material (CD Rom) que pensamos em inserir algumas fotos da África presentes no site: http://luciana.misura.org/ . Entretanto, não temos verba disponível para compra de material fotográfico, o que nos leva a solicitar a disponibilização dessas imagens gratuitamente. Esclarecemos que não serão usadas todas as fotos, apenas as que nos despertar maior interesse.
Ressaltamos que no caso de você concordar em nos ceder o direito de uso da imagem necessitaremos de um termo de autorização, que será enviado em ocasião oportuna. Qualquer que seja a resposta, por favor, corresponda-nos pelo e-mail: valeriaroque@gmail.com.
Sem mais, desde já agradecemos.
Atenciosamente
Valéria de Oliveira Roque Ascenção
(consultora do Cefor)
Abril 8th, 2007 at 12:29 pm
Oi, meu nome é Heiner, sou alemao, tenho 20 anos e morei no Brasil 15 anos e atualmente moro em Madrid, se em dia voce estiver passando por aqui e precisar de ajuda nao deixe de me procurar.
pelo visto voce, como eu, gosta de se aventurar viajando pra lugares totalmentes diferentes.
Um abraço