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Cenote Azul, Akumal e Tulum

February 26th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos cedinho porque a agenda era cheia: Cenote Azul, Akumal (mais especificamente a lagoa Yal-Ku) e Tulum. Lá vamos nós para a 308 novamente (já estamos cansados dessa estrada). Logo depois de Puerto Aventuras, a plaquinha do Cenote Cristalino apareceu e timidamente, a plaquinha do Cenote Azul. O céu estava cinza infelizmente, o único dia em que a previsão do tempo errou durante a semana toda.

Estacionamos, pagamos os 60 pesos por pessoa de entrada e fomos andando pela trilha na mata, éramos os únicos no lugar. Duas pequenas piscinas naturais e logo depois, o cenote azul (que devia ser chamado cenote verde, mas tudo bem, de repente com sol e céu azul ele muda de cor). Que água espetacular! Cenotes são literalmente buracos onde a água fica acumulada – muitos são alimentados por nascentes ou rios subterrâneos. Essa região é cheia deles, os cenotes eram a fonte de água doce dos maias, que consideravam os cenotes sagrados. Hoje em dia são em sua maioria locais de lazer, para banho e mergulho. O cenote azul tinha centenas de peixes pequenos e médios, alguns coloridos lindos, e a água absurdamente transparente. Mas sem sol, água gelada e temperatura um pouco acima de 20 graus, nenhum de nós se animou a nadar no cenote. Julia deu comida pros peixinhos (que eles vendem ali mesmo) e achou o máximo, tiramos fotos e voltamos pro carro pra seguir viagem.




Continuamos rumo a Akumal, uma outra cidadezinha pequena que assim como Puerto Morelos ainda não foi ocupada pelos super hotéis da região. A prainha linda de Akumal, a Baía Meia Lua, não estava tão bonita quanto em fotos que já vi com o tempo nublado. Mas dava pra ver que a água é transparente e calminha, pena que o dia não estava legal. Essa praia recebe tartarugas de abril a outubro, que vem até a baía para colocar seus ovos a noite. No canto esquerdo da praia, seguindo a ruazinha estreita até o final, começam a aparecer as plaquinhas para a Laguna Yal-Ku. A Canucka tinha falado dessa lagoa e colocado fotos lindas de tartarugas marinhas, e como não tínhamos feito nenhum mergulho decente, era a nossa última chance. Mesmo com pouco sol e água fria, entramos e não nos arrependemos, o lugar é fantástico, posso dizer que foi o segundo melhor mergulho que já fiz (o melhor foi em Hanauma Bay no Hawaii). Centenas de peixes imediatamente estão a sua volta, de todas as cores e tamanhos. Não vimos nenhuma tartaruga (acredito que elas devem aparecer por aqui na mesma época da desova) mas a quantidade absurda de peixes lindos e a visibilidade incrível foram mais do que suficientes pra valer muito a pena. Recomendo muito esse lugar! Julia entrou na água um pouco, viu os peixinhos mas não quis colocar a máscara, depois ficou sentada com a minha mãe olhando tudo até a hora de ir embora. Na saída, o sol finalmente começou a aparecer! Gabe tirou fotos com a bolsa a prova d’água mas esqueceu a câmera em foco manual e praticamente todas as fotos ficaram fora de foco, ele ficou pra morrer quando viu. Mas enfim, lição pro futuro, e a gente tem na cabeça o que viu, não vamos esquecer.





De volta pro carro, mais uma vez pegamos a estrada no sentido sul, em direção a Tulum. Estacionamos e fomos andando até as ruínas, o tal trenzinho é desnecessário e vimos dezenas de Yucatán Jays nas árvores pelo caminho, lindos e alguns quatis. Entramos na cidade maia de Tulum com sol e céu azul, que lugar fantástico. A cidade em si já seria bacana em qualquer lugar, mas ali, na frente daquele marzão turquesa, é um espetáculo. Fomos andando apreciando as ruínas e a paisagem, Julia queria correr e brincar na areia e ficamos um bom tempo por lá imaginando como era a vida dos maias que moraram ali. Tulum significa muro, a cidade fica cercada por um, e era um importante porto já no perído final da civilização maia. Depois que saímos das ruínas o tempo fechou novamente e não pudemos curtir a praia de Tulum, ao sul das ruínas, e acabamos indo só ao Zamas para comer. O sol não voltou, anoiteceu, comemos quesadillas, peixes, tudo regado a cheladas e margaritas e encerramos o nosso último dia. Amanhã é dia de arrumar malas, fazer check out do hotel e voltar pra casa. Mas vamos voltar, com certeza, já viemos pra cá pensando que essa foi só a primeira parte da viagem ;-)







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4 Responses to “Cenote Azul, Akumal e Tulum”

  1. Melissa says:

    Oi Luti!
    Amei as fotos, estão lindas demais… Você comprou o filtro polarizador? Ou nem precisou? A água é mesmo tão transparente assim? AMEI a foto da Julia com os peixinhos em Cenote azul.

    Beijos

  2. Melissi, obrigada, não comprei polarizador não, a água é assim mesmo! Se eu tivesse polarizador não ia dar pra enxergar a diferença entre água e o resto, hehe ;-) Mas senti falta em alguns lugares, como na Lagoa Yal-Ku, daria pra ver os peixes ainda melhor, preciso comprar um sim.

  3. Melissa says:

    Maneiro, o lugar deve ser fantástico! Eu comprei o polarizador mas ainda nao tive oportunidade de usar. Comprei a 5D tb! Estou amando, mas pena que ela nao chegou a tempo da viagem que fizemos no carnaval.

    Bj

  4. Viviani says:

    Oi Luciana,

    adorei suas fotos, que máquina vc usa?
    Ah, suas dicas tb são ótimas!!!
    Obrigada!

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