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Fernando de Noronha com crianças: as dicas de viagem da Heliene

23/05/2014 by Luciana Misura 2 Comments

Quando a minha amiga Heliene disse que ia a Fernando de Noronha com os seus filhos pequenos (o mais velho tinha 6 e a mais nova com 4), pedi logo pra ela me dar todas as dicas depois. Afinal, muita gente fala que Fernando de Noronha com crianças é furada, que tem pouca infra-estrutura, que os adultos não aproveitam, mas é um dos lugares que está na minha lista de lugares a conhecer – levando os meus filhos, com certeza. Pois a Heliene chegou e escreveu esse post recheado de dicas e fotos lindas, pra quem está pensando a ir a Fernando de Noronha com crianças vai ser um belo incentivo! Fala, Heliene:

Baía do Sancho, votada a mais linda do mundo
Baía do Sancho, votada a mais linda do mundo – só vimos de cima

Um Não-guia de Fernanda de Noronha

Sem medo de usar superlativos: Fernando de Noronha é o lugar mais incrível, mais lindo, mais *natureza* que já conheci na vida. E, certamente, a viagem mais maravilhosa que fiz com os meus pequenos viajantes: Nick, com 7 anos e Bibi, com 4 anos. E olha que eles já andaram rodando o mundo, por lugares quase-tão-incríveis.

Nick e Bibi na praia do Porto
Nick e Bibi na praia do Porto, que é super transparente e onde o Tamar faz a Captura Intencional de Tartaruga para explicar e demonstrar como eles acompanham as tartarugas. Nada a ver com o que a gente pensa quando ouve “porto”! Vale a pena contratar o guia mergulhador que fica na praia e sabe onde encontrar as raias, cobras e tartarugas marinhas, ele cobra R$ 30 por hora, pena que não anotei o nome dele!
Nós 4 no final da trilha do Atalaia
Nós 4 no final da trilha do Atalaia, onde fica o berçário dos tubarões. Só entram 15 pessoas a cada meia-hora e tem que fazer o agendamento no ponto de entrada da trilha (mas apenas com 2 dias de antecedência no máximo por causa das marés)

Noronha nos deu de presente momentos especiais demais. As crianças voltaram com a mesma empolgação dos adultos; e os adultos muito felizes por experienciar Noronha através dos olhinhos deles. Porque só criança consegue dar a mesma medida de euforia para o encontro com 5 golfinhos que fazem piruetas e para a poça de lama no caminho do buggy.

Olha a lamaceira no estacionamento da praia da Cacimba - claro que essa lama entrava no buggy
Olha a lamaceira no estacionamento da praia da Cacimba – claro que essa lama entrava no buggy

A única restrição turística foi a descida de 50m, que inclui 2 escadas fincadas nas pedras, para acessar a Baía do Sancho. Muito risco para os pequenos! Apreciamos à distância.

Nick e Bibi apreciando o Sancho de cima, essa descida não dava pra encarar
Nick e Bibi apreciando o Sancho de cima, essa descida não dava pra encarar

Fora isso, eles fizeram de tudo: de furar onda até o pôr-do-sol na Cacimba do Padre a observar os famintos Atobás na praia da Conceição. Desbravaram os 3Km do Atalaia (sem nenhum pedido de colo, o que foi muito impressionante) para fazer o mergulho de flutuação com os tubarões no berçário; encararam snorkel na praia do Porto, onde encontramos raias pintadas e tartarugas; e tomaram muito vento de buggy no cabelo.

Trilha para o Atalaia
Trilha para o Atalaia, 3km ida e volta incluindo subida. Não precisa pegar guia pra essa trilha que é bem simples e dá pra fazer sozinho numa boa (praticamente impossível quando chove)
Entrando no berçário dos tubarões na praia do Atalaia
Entrando no berçário dos tubarões na praia do Atalaia
Bianca em ação no Atalaia procurando os tubarões
Bianca em ação no Atalaia procurando os tubarões
Nós vimos 2 tubarões nesse mergulho, as crianças amaram
Nós vimos 2 tubarões nesse mergulho, as crianças amaram

Sentaram para ouvir a palestra do Projeto Tamar sobre tartarugas marinhas – sendo que Nick saiu de lá inimigo de caranguejos (predadores das tartaruguinhas) e inspirado para escolher a profissão: decidiu que vai ser biólogo do Tamar.

Captura intencional das tartarugas na praia do Porto com o projeto Tamar
Captura intencional das tartarugas na praia do Porto com o projeto Tamar

Eles também nos acompanharam em todos os bistrozinhos fofos- e nos ajudaram a eleger o Varanda e o Cacimba como os melhores restaurantes da ilha (só não se arriscaram no meu cheesecake de jaca!)

E o porquê do Não-Guia? Porque Fernando de Noronha é o tipo de viagem que você apenas vai!

Veja também: todos os hotéis de Fernando de Noronha no Booking.com

Viajei a vida toda usando “reviews” para ajudar nos planos e me guiar nas escolhas. Começando pelo Guia 4 Rodas, que aprendi a usar aos 6 anos de idade. Esse conhecimento me deu mais do que poder: me garantiu supremacia absoluta nas viagens de família. Com o guia na mão, meu pai dirigindo, minha mãe preocupada com o setlist das fitas cassete e a minha irmã ainda iletrada, eu passei a escolher monocraticamente onde parar, onde comer e onde dormir.
E fez-se a Internet. Comecei a cultivar uma obsessão pelo fórum da Fodors. Encarava o planejamento de viagem como um desafio, uma oportunidade para provar a minha eficiência turística. 😉 Eu TINHA que chegar na fila do check-in do aeroporto com o roteiro definido, com o melhor quarto (do melhor hotel) reservado, e com a lista de restaurantes imperdíveis em mãos.

Nick seguindo os passos da mãe com o guia na mão - os dois decoraram os nomes e a ordem de todas as praias
Nick seguindo os passos da mãe com o guia na mão – os dois decoraram os nomes e a ordem de todas as praias

E fez-se a vida com filhos. Aí, o simples fato de chegar no aeroporto com todos os filhos e documentos correspondentes a tempo de fazer o check-in, já passou a me garantir uma medalha de honra ao mérito, por eficiência turística e gerenciamento de caos sob pressão.

Dá pra ver que a gente estava aproveitando?
Dá pra ver que a gente estava aproveitando?

São três tipos de turismo que se pode fazer com crianças. Tem o turismo pronto – tipo Disney, Club Med e similares (já fizemos, check!). Também tem a viagem programada para sair dos planos – aquela que você sai com uma lista de 5 lugares pra conhecer, acaba indo a 2 e descobrindo 4 pelo caminho. Nova York, por exemplo, foi assim. Por culpa dos meus pequenos (e muita sorte minha!), passamos 3 dias desvendando cada canto, cada chafariz, cada casinha do Central Park. E, por fim, o terceiro tipo de turismo com crianças: quando você arruma a mala (se der tempo) e apenas vai! Noronha, por exemplo.

Baía do Sueste, de fácil acesso e super recomendada para snorkel
Baía do Sueste, de fácil acesso e super recomendada para snorkel

Mas para quem ainda se cobra o mínimo de organização e planejamento turístico, listei abaixo as poucas coisas que você precisa saber antes de chegar lá.

Bianca experimentando uma máscara na loja pra alugar equipamento em frente ao restaurante Xica da Silva - mas no final ela preferiu os óculos, sem snorkel
Bianca experimentando uma máscara na loja pra alugar equipamento em frente ao restaurante Xica da Silva – mas no final ela preferiu os óculos, sem snorkel

1. Escolher um hotel

São 3 categorias:

· Hoteis estilo “Ilha de Caras” – que, na minha opinião, não combinam nem com o estilo “pé-no-chão” de Noronha, nem com uma viagem com crianças. Porque viagem com crianças também tem que deixar adulto feliz – e nenhuma mãe é feliz tendo que controlar o nível de decibéis dos filhos na piscina. Então, se você não está indo se casar com o Paulinho Vilhena ou não é uma sub-celebridade que vai abrir o coração em uma viagem patrocinada pela Caras, favor pular esta categoria.

· Pousadas sem luxo e sem piscina; mas com charme, ar-condicionado e um staff acolhedor,

· E, por fim, as famosas casinhas de pescador; que adicionam vários pontos de “espírito aventureiro” à sua viagem.

Acabamos parando na excelente pousada Mar Atlântico (que se encaixa na segunda categoria), do Tuca Sultanum, filho do Zé Maria, que é a figura mais conhecida da ilha. Para quem não sabe: Zé Maria está para Noronha, assim como Mickey está para Orlando.

Pausa para uma confissão: assim que entrei no quarto, fiquei com vontade de ir correndo para uma pousada de pescador. Achei a Mar Atlântico charmosa demais, branca demais e rústica de menos. Fiquei com receio legítimo da “brancura” do quarto afetar a nossa experiência em Noronha. Minhas palavras, no momento da hesitação: “Não viajei 10 horas para ficar no Marriott de Noronha”. Marriott porque estava tudo muito arrumadinho, com conforto na medida, dentro de padrões – acho que, no fundo, eu esperava um banheiro com cortina de plástico no box. 😉

Com muita paciência, fui convencida de que seria bom ter um ar-condicionado no final do dia; e de que eu não perderia pontos no quesito “espírito aventureiro” por me hospedar em uma pousada confortável e dormir em um colchão fofo, dentro de um quarto que ostenta xilografia nas paredes. Ajudou também o fato das crianças terem se sentido em casa desde o primeiro minuto. Pausa para uma retratação pública: mandou muito bem na escolha da Mar Atlântico, amor!

Café da manhã no hotel - com direito a deliciosa tapioca da Val
Café da manhã no hotel – com direito a deliciosa tapioca da Val

2. Alugar um buggy

Uma palavra: imprescindível!

Só há uma estrada de asfalto em Noronha: os 7Km que ligam o Porto à Baía do Sueste. Fora isso, você vai encontrar estrada de terra e muitos buracos no caminho – que só podem ser desbravados com um buggy e um motorista competente.

Alugamos o buggy com a VIP locadora, muito boa - quando o buggy deu problema, num instante eles chegaram pra resolver
Alugamos o buggy com a VIP locadora, muito boa – quando o buggy deu problema, num instante eles chegaram pra resolver
Se acostumando com o buggy nos primeiros momentos
Se acostumando com o buggy nos primeiros momentos

3. Repelentes

Já tinham nos alertado sobre repelentes, mas não sobre o tipo correto. Comprei 2 garrafinhas do Exposis Extrême, apliquei e reapliquei em todo mundo, muitas vezes – mas não adiantou. Fomos devorados pelos maruíns!

Dá pra ver as picadas de maruíns nas pernas das crianças?
Dá pra ver as picadas de maruíns nas pernas das crianças?

O Exposis não tem DEET como ativo repelente de insetos, mas uma substância comparável, a Icaridina. Não funcionou. E quem for optar por um produto com DEET (eu,da próxima vez); tem que ficar de olho no índice. O OFF da farmácia tem 7% de DEET; mas para lugares como Noronha, um repelente assim só seria eficaz se reaplicado de 5 em 5 minutos.

4. Infra-estrutura

Tudo o que você ouviu falar sobre a falta de infra da ilha é verdade. E eu vejo muita beleza nisso. As praias não tem barracas, banheiros, chuveiros e nem um lugarzinho para comprar água.

Praia do Cachorro, não conseguimos entrar na praia porque a maré estava alta e não tinha faixa de areia
Praia do Cachorro, não conseguimos entrar na praia porque a maré estava alta e não tinha faixa de areia

Com exceção da Sueste, que já tem um quê-irritante-de-Disney: além de barracas, banheiros e chuveiros, tem lojinha vendendo golfinho de pelúcia e cupcakes na saída.

Na Cacimba do Padre, ao lado do Sancho
Na Cacimba do Padre, ao lado do Sancho

24-bibinoronha

Dois momentos da Bibi curtindo a praia da Cacimba
Dois momentos da Bibi curtindo a praia da Cacimba

Algumas mães me perguntaram sobre o preparo da ilha para atender emergências médicas. Se alguém quebrar um braço, por exemplo, tem que ir com um aviãozinho da FAB para o continente. Quando meu filho ameaçou pular de um lugar alto, falei: “Toma cuidado que você vai quebrar um braço!”. O garçom do Restaurante Varanda completou: “Toma cuidado que o avião da FAB ainda não voltou de Recife!”

Nick chegando do passeio de barco do Projeto Navi que tem fundo de vidro - vale a pena pra quem não consegue fazer snorkel, no nosso caso valeu porque acabamos vendo os golfinhos rotadores
Nick chegando do passeio de barco do Projeto Navi que tem fundo de vidro – vale a pena pra quem não consegue fazer snorkel, no nosso caso valeu porque acabamos vendo os golfinhos rotadores
Vista do único posto de gasolina da ilha, mas não sei o nome dessa praia
Vista do único posto de gasolina da ilha, mas não sei o nome dessa praia

Acho que já escrevi demais para um não-guia. Quando a Lu Misura fez o convite para escrever para o Colagem, pensei logo nisso. Na importância de não ter lido absolutamente nada sobre Noronha, na delícia de descobrir in loco; nas recomendações que ganhamos de presente dos moradores; e, por fim, na liberdade de poder ir 3 vezes na praia que a gente amou- mesmo que isso significasse deixar de conhecer lugares novos (nenhum ser humano, que acabou de ser curado de uma compulsão em planejar cada detalhe de viagem, faria isso com a consciência tranquila se tivesse uma lista de lugares para conhecer).

Final do dia na Cacimba
Final do dia na Cacimba
Na praia da Cacimba do Padre olhando para o outro lado - o morro do Pico
Na praia da Cacimba do Padre olhando para o outro lado – o morro do Pico
O sol se despedindo de mais um dia em Fernando de Noronha
O sol se despedindo de mais um dia em Fernando de Noronha

O não-planejamento nos leva ao encontro bonito com o acaso. O que os americanos chamam de Serendipity – e é umas das palavras mais difíceis de traduzir para o português – combina com Noronha. Não planejar nos faz ingênuos. E essa ingenuidade nos faz encarar experiências sem a mácula da opinião do outro.

Por isso, deixo vocês SEM uma lista, mas COM fotos. Quem tiver alguma dúvida específica, pode mandar e-mail (só não vale me pedir listas ou roteiros 😉 ).

Obrigada, Heliene, amei o relato e as fotos! Fernando de Noronha está muito na nossa lista, só estou esperando o Eric crescer mais um pouco 🙂 Pra quem diz que Fernando de Noronha com crianças não dá certo, acho que esse post mostrou que não é bem assim.

A Heliene me lembrou depois que escreveu o post de dizer que pra entrar nas praias de Fernando de Noronha tem que ter o cartão de acesso, saiba mais sobre ele aqui.

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Comments

  1. Adriane says

    23/05/2014 at 19:03

    Muito legal o seu relato Heliene!
    Noronha é bem assim mesmo: arranje 7 dias e fique lá descobrindo a ilha. É tudo o que precisa para aproveitar esse lugar lindo.

    Reply
  2. kellen zoccoli says

    08/08/2014 at 13:23

    Nossa amei ♥♥♥ teu relato!!!! Temos dois pequenos ( o Augusto tem síndrome de Down. 7 anos e a Ana Beatriz com 3 anos)
    temos algumas viagens em família na bagagem também!!!!!-

    Reply

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